Federação de Agricultura e Pecuária (Famasul) discutiu com produtores da fronteira, formas de impedir que a Funai (Fundação Nacional do Índio) leve adiante o plano de demarcar áreas indígenas em regiões produtoras no Sul do Estado. Segundo portarias da Funai, serão feitos estudos antropológicos em 26 municípios.
Para a Famasul os estudos podem levar à desapropriação com 'sérias consequências à economia do Estado'. Em recente reunião com produtos, o governador André Puccinelli disse que era praticamente irreversível a política indigenista, que prevê a devolução de áreas supostamente tomadas dos índios por fazendeiros a partir da década de 40.
Na avaliação da Funai, muitas áreas, como ocorreu com Panambizinho, devem ser habilitadas do ponto de vista antropológico, mas a decisão da demarcação e desapropriação vai depender ainda de outras medidas políticas do governo federal.
Segundo a Famasul, a Funai sugere demarcar e transformar 10 milhões de hectares em áreas indígenas. Isso corresponde a aproximadamente 30% de todo o território do Estado, que chega a 35 milhões hectares de terra. Atualmente, o Estado conta com pelo menos 23 milhões de hectares de terras produtivas, já que os outros 12 milhões de hectares estão na região no Pantanal.
Os municípios que devem receber os estudos são Dourados, Douradina, Amambai, Aral Moreira, Caarapó, Laguna Carapã, Ponta Porã, Juti, Iguatemi, Coronel Sapucaia, Antônio João, Fátima do Sul, Vicentina, Naviraí, Tacuru, Rio Brilhante, Maracaju, Mundo Novo, Sete Quedas, Paranhos, Japorã, Bela Vista, Caracol, Porto Murtinho, Bonito e Jardim.
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